Exposição de Yoshitaka Amano no CCBB BH + Moi-Même-Moitié

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imageFINAL FANTASY IX + XIV - Roses of May (Rearranged) ♫

No post anterior reclamei do calor de 35°C+ que tem feito em BH, né?! Foi só reclamar que a temperatura baixou de uma hora pra outra! Agora, com míseros 27°C, posso, enfim, usar os coords que havia planejado para o final de 2025!

Como primeira parada, decidimos visitar a exposição do Yoshitaka Amano que está tendo no CCBB da Praça da Liberdade. 

 

Para quem não sabe, eu sou muito, muito, MUITO, MUITO fã de Final Fantasy Tactics --- justamente o Final Fantasy que não tem arte do Amano! HA-HA! Sou dessas fãs que tem, inclusive, um fã site dedicado à série e às coisas que coleciono dela. Mas, essa devoção a Final Fantasy Tactics naturalmente me levou também a jogar todos os jogos da série Final Fantasy (com a exceção do XIV e XVI - por enquanto).

Inclusive, já fiz cosplay de uma série de personagens da franquia, como a Rikku (FFX), Ace (FFtype-0), Deuce (FFType-0), Ramza (FFT) etc.

Fiquei bastante empolgada então quando vi que a exposição viria, enfim, para Belo Horizonte. Já tivemos uma versão parecida (mas menor) em SP em 2024, e outra bem diferente em 2012 (também em SP). 

Então preparei um coord com panos flutuantes, assimetria, padrões e textura - exatamente o que espero de uma arte do Amano mas sem sair da estética do gótico.

 

(sim, finalmente estreei esse corset MARAVILHOSO da Sheglit!! Woohooooo!!)

Enfim, falei falei falei de Final Fantasy, mas a exposição (chamada "Yoshitaka Amano, Além da Fantasia") cumpre o prometido ao apresentar uma série de trabalhos que vão além de Final Fantasy.

 (mas eu mesma só queria saber do FF...)

No sábado, quando fui, estavam oferecendo um caderno de atividades para que visitantes pudessem experimentar com o estilo de Amano (aproveite para ver o Vivi na capa...! Eu esqueci de fotografar esse quadro...). Não é a mesma coisa, mas a expo de São Paulo gerou um PDF com as artes expostas que podem ser conferidas nesse link.

 

Entrando na galeria, a primeira peça é justamente uma ilustração de Titânia, a rainha das fadas de... Shakespeare!

Há! Isso mesmo!

A ilustração de Amano, à esquerda, me invocou imediatamente o concept da Titânia de Jiri Trnka, um animador / ilustrador / marioneteiro (?) da Tchecoslováquia que fez uma das adaptações mais lindinhas de Sonho de Uma Noite de Verão (Shakespeare). A Titânia de Amano está, inclusive, deitada exatamente na mesma posição / composição que vemos no curta em stop-motion de Trnka. Achei muitíssimo interessante e me faz feliz de pensar que o Trnka talvez tenha sido uma inspiração visual para Amano...! Já comentei aqui no blog outras vezes sobre o espaço que adaptações de Shakespeare têm na estética japonesa pós 1900~

Essa primeira parte da galeria conta com uma série de ilustrações mais ou menos soltas do início da carreira de Amano. Seguindo, começa uma breve parte sobre sua atuação na Tatsunoko:

 

Apesar de ter jogado bastante Tatsunoko vs. Capcom, não sabia da participação de Amano nesse estúdio! Várias peças foram feitas com tinta automotiva sobre chapas de alumínio. Não curti muito essa parte, mas, ao mesmo tempo, uma das minhas ilustrações favoritas de toda a exposição estava aí:

A qualidade não está boa, e não sei explicar exatamente o que me atraiu nessa peça, mas a leveza dos traços, as cores, a pose... está tudo impecável. Eu voltei várias vezes nesse quadro... É uma ilustração de Gatchaman de 1987.

Outra peça que gostei bastante foi essa daqui:

Pensei bastante em Yamato e, vendo ela assim contra o fundo azul fez com que as cores destacassem ainda mais. Fico bastante surpresa com a precisão do traço do Amano nesse estágio da sua carreira, principalmente considerando a fluidez que ele vai adquirindo com o tempo.

Em seguida tinha uma parte inteira dedicada a Vampire Hunter D!  A galeria estava linda, toda preta com as pinturas emolduradas pelo espaço em branco, maaaaassss... todas as fotos que tirei lá dentro ficaram tremidas, haha! Sobrou apenas essa, com uma arte maravilhosa que, ao vivo, dava a impressão de textura de veludo no tecido.

Muito legal ver de pertinho como essas texturas vão sendo criadas com a direção do lápis, a sobreposição de material, o cuidado com o contorno e com a luz do próprio papel.

A próxima parte foi, então de Final Fantasy! Como tinha muita obra, tirei foto apenas das que mais gostei, hehe...

Para além do número alto de peças (ocuparam o 3o andar inteiro!) outra coisa muito legal da exposição é a variedade de processos artísticos envolvidos nas obras. Aquarela, acrílico, tinta automotiva, folha de ouro, placa de metal, pintura a óleo, célula de animação... muito legal ver a flexibilidade dos materiais e a diferença que eles fazem no resultado final.

 

Começando então com Final Fantasy II:

 Arriscaria dizer que essa deve ser uma das favoritas do Amano! Ela é capa de várias publicações do autor, costuma aparecer em toda coletânea em que ele participa e, de minha opinião, essa arte dá uma visão boa do que seria o concept de Final Fantasy até o FFVI. Essa, curiosamente, estava posta antes das de FFI, que você pode ver 3 imagens acima.
 
Não sei exatamente a razão, e só posso arriscar: ou tem a ver com a preferência / representatividade da arte do Amano, ou tem alguma lógica de ordenamento dos lançamentos no ocidente. Essa segunda alternativa não faz muito sentido, já que os FFs não lançados concomitantemente no ocidente foram justamente o II, III e V.
 
Engraçado que do III mesmo só vi uma imagem...? Acabei nem tirando foto dela.
 
Enfim, seguindo com FFIV, que era o II no ocidente, hehe
 
 
 
Seguindo para FFV, meu favorito dos pré-FFVI:
 
Poder ver o concept assim de pertinho da Faris foi muito legal! Olha os traços soltos para fazer os cabelinhos ao vento, a franja das fitas na cintura, as saliências das armaduras... Chique demais.
 
  Faris é minha personagem favorita desse FF: ela foi inspirada na Princesa e o Cavaleiro e, apesar de ter nascido mulher, Faris se disfarça de homem para sobreviver e, eventualmente, ganhar o respeito dos piratas. Aos poucos ela vai subindo de ranking até se tornar a líder do bando e, mesmo assim, mantém as vestes masculinas. É uma personagem cheia de nuances e que traz um contraste bem interessante para a party. 
 
Em termos de arte, a Faris é ideal para o estilo andrógino do Amano! Está lindíssima nessa ilustração!
 
Depois do FFV temos o FFVI e, de todas, essa foi minha arte favorita:
 

 

Olha que tchutchuca a Terra!

 
 Arriscaria dizer que essa é uma das top 3 artes para ver na exposição. O contraste da Terra com o resto da paisagem mexe com o coração.
 
Do FFVI partimos então para... o queridinho da Squex Goods, o FFVII
 

Apesar da popularidade, não haviam taaaantas artes de FFVII assim (e ele estava posicionado antes do VI...). Essa do Sephirot eu achei muito legal de ver como o personagem é construído nos espaços em branco da silhueta e das dobras do tecido.

E o Cloud...? O maior bishounen da Square é só um moleque esquisito com cabelo de calopsita nessas artes, hahaha!

Acredito que, ao todo, haviam 3 artes de FFVIII? Fotografei essa, especificamente, porque na hora que vi o "cara mais gato das redondezas" lembrei na hora do Atsushi Sakurai?!

Do VIII, seguimos para o IX com umas artes mais lindinhas do Zidane, Vivi, Kuja etc...

 

E FFX! Joguei FFX tem muitos anos, e tentei jogar quando remasterizaram no VITA. Mas... só tinha idioma dublado em inglês, e achei custoso demais avançar com a voz do Tidus berrando toda hora auhahuuhauh! No futuro eu tento de novo, quem sabe?

Independente disso, a arte do FFX toda com folha dourada estava magnífica na exposição! Ela tinha uma parede só dela! 


Saca só:
 
 

FFX-II também tinha uma parede só dele:

 

FFXI, FFXII, FFXIII e FFXIV tinham artes legais também, mas acabei fotografando só essa daqui do FFXV (já estava ficando cansada a essa altura):

 

Acho essa arte do Noctis, que acabou virando logo do jogo, im-pe-cá-vel! Mais ainda quando você termina o jogo e essa é, efetivamente, a cena final do personagem. Os detalhes, os ângulos... tudo me fez pensar bastante em RG Veda. Lindíssimo.

 Fotografei uns chocobos engraçados no painel do XI (acho):

Teve ainda uma área reservada para peças de collab, como essas duas do TCG Magic:

 

 E as galerias finais com artes variadas:


Como tem sido de praxe em toda exposição agora, eles também tinham a sala de imersão:
 
 
Eu, particularmente, acho essas salas meio chatas. Entendo o potencial instagramável, mas preferia muito mais um espaço informativo ou com souvenir (?) da exposição. 
 
Nessas salas de imersão você entra, senta num canto e fica olhando projeções das artes que você acabou de ver. Acho menos interessante do que ver a obra exposta materializada. 

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Depois da exposição fomos procurar um lugar para almoçar ali na região. O restaurante do CCBB é bem gostosinho (gosto muito do pão de queijo recheado deles!), mas o almoço é caríssimo e não vale a pena para mim, que não como porções grandes como as que eles servem.

Demos uma buscada pelo MAPS e ficamos bem surpresos em encontrar quase tudo fechado aos sábados! A Avenida Brasil estava um deserto... rodamos ali pela Cristóvão Colombo e acabamos parando no 5a Avenida para almoçar.

O restaurante de cima (All Face?) estava fechado, então sugeri de irmos na Dona Deja. Já tinha uns 10 anos desde a última vez que almocei nesse lugar... eu ainda trabalhava na área de marketing, haha!

O almoço foi gostosinho. Nada de especial, mas nada a reclamar, também. 

Saindo de lá já estávamos bem cansados e decidimos que seria hora de voltar. Deixamos o Rembrandt para outro dia. 

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A última foto para mostrar o coord (debaixo dessa luz opressiva de dia chuvoso):

Rundown:
Blouse: Forever21
Saia: Moi-Même-Moitié
Corset: Sheglit
Meias: Yidhra
Botas: Lolita Pimenta
Bolsa: GuongWaner
Colar: Lady Dark Store e Handmade

Até mais! 

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